Febre Amarela: Certificado Internacional de Vacinação

A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados, Haemagogus e Sabethes em áreas silvestres e pelo Aedes aegypti em áreas urbanas, encontrada principalmente em regiões tropicais da África e da América do Sul. Embora muitas infecções sejam assintomáticas ou leves, os casos graves podem evoluir para febre alta, icterícia (pele amarelada), hemorragia e falência de órgãos. Devido ao seu alto potencial de transmissão e gravidade, muitos países exigem a vacinação como medida preventiva para viajantes.

Por que alguns países exigem o Certificado Internacional de Vacinação?

Muitos países, principalmente na África e América do Sul, têm regiões endêmicas para a febre amarela. A exigência do Certificado Internacional de Vacina ou Profilaxia (CIVP) ajuda a prevenir a disseminação do vírus, protegendo tanto os viajantes quanto as populações locais. Além disso, países sem casos da doença também podem exigir a vacinação para evitar a introdução do vírus em seus territórios.

Quais países exigem o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela?

A lista de países em ordem alfabética que exigem o certificado pode variar ao longo do tempo. No entanto, algumas nações frequentemente listadas são:

África do Sul, Albânia, Angola, Antígua e Barbuda, Arábia Saudita, Argélia, Aruba, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados, Benin, Bolívia, Botsuana, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Catar, Cazaquistão, Chade, China, Colômbia, Congo, Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia), Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Dominica, Djibouti, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador, Suazilândia, Etiópia, Fiji, Filipinas, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Ilha de Páscoa, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irã, Jamaica, Libéria, Madagascar, Malásia, Malawi, Maldivas, Mali, Malta, Martinica, Mauritânia, Mianmar, Moçambique, Montserrat, Namíbia, Nepal, Nicarágua, Níger, Nigéria, Nova Caledônia, Omã, Panamá, Papua Nova Guiné, Paquistão, Paraguai, Polinésia Francesa, Quênia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, República Dominicana, Ruanda, Samoa, Santa Helena, Santa Lúcia, Santo Eustáquio, São Bartolomeu, São Cristóvão e Neves, São Martinho, São Tomé e Príncipe São Vicente, Seicheles, Senegal, Serra Leoa, Singapura, Sri Lanka, Sudão do Sul, Suriname, Tailândia, Tanzânia, Togo, Uganda, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.

Recomenda-se sempre verificar as exigências específicas do país de destino no site da Anvisa ou na Organização Mundial da Saúde (OMS) antes de viajar.

Quando tomar a vacina antes da viagem?

A vacina contra a febre amarela deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem, pois esse é o tempo necessário para que o organismo desenvolva a imunidade adequada. Se a vacina for tomada menos de 10 dias antes da viagem, o viajante pode ser impedido de entrar no país de destino.

Qual é a validade da vacina contra a febre amarela?

Desde 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que uma dose única da vacina oferece proteção vitalícia. Portanto, não é necessário reforço. O Certificado Internacional de Vacina também passa a ser válido por toda a vida, sem necessidade de renovação.

Efeitos colaterais da vacina

A vacina é considerada segura, mas pode causar alguns efeitos colaterais leves, como:

Dor no local da aplicação

Febre baixa

Dor de cabeça

Fadiga

Casos graves são raros, mas podem incluir reações alérgicas severas e problemas neurológicos. Gestantes, bebês com menos de 6 meses e pessoas imunossuprimidas devem consultar um médico antes de tomar a vacina.

Como tomar a vacina contra a Febre Amarela no Brasil?

A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para se vacinar:

Procure um posto de saúde com sala de vacinação.

Leve um documento de identidade com foto e a carteira de vacinação (se tiver).

A vacina é aplicada e registrada na carteira de vacinação nacional.

Como obter o certificado nacional em internacional?

Certificado Internacional de vacina contra a Febre Amarela

Após tomar a vacina contra febre amarela em um posto de saúde autorizado, guarde o comprovante com nome completo, data, lote da vacina, assinatura e carimbo da unidade. Com esse documento em mãos, acesse o site gov.br e busque por “Certificado Internacional de Vacinação” ou entre diretamente no aplicativo ou site do Meu SUS Digital. Se a vacina foi aplicada a partir de 30 de dezembro de 2022, o certificado geralmente aparece automaticamente em “Vacinas” no Meu SUS Digital e pode ser baixado na hora. Caso não apareça, você pode solicitar a emissão online no portal Gov.br, anexando o comprovante. Após a análise, que pode levar de 1 a 5 dias úteis, o certificado ficará disponível para download. Ele tem validade vitalícia e é aceito internacionalmente — recomenda-se imprimir e assinar uma cópia para apresentar durante a viagem.

O que acontece se você chegar a um país sem o Certificado?

Caso um país exija o Certificado Internacional e você não o tenha, algumas consequências possíveis incluem:

Impedimento de entrada: você pode ser barrado na imigração e ser obrigado a retornar ao seu país de origem.

Quarentena obrigatória: em alguns países, você pode ser colocado em quarentena até que o período de incubação do vírus passe.

Vacinação compulsória no aeroporto: algumas nações podem aplicar a vacina no ato da entrada, mas isso pode não ser permitido em todos os locais.

    Por fim…

    Tomar a vacina contra a febre amarela e obter o Certificado Internacional de Vacina são passos essenciais para garantir uma viagem tranquila e segura. Além de cumprir exigências sanitárias, você estará protegido contra uma doença potencialmente grave. Planeje-se com antecedência, verifique as exigências do país de destino e viaje com tranquilidade!

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